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domingo, 14 de julho de 2019

Roteiro de 2 dias em Petrópolis

Petrópolis, também conhecida como Cidade Imperial, foi uma cidade fundada por Dom Pedro II, que se tornou residência de férias de sua família, até a proclamação da República, quando eles foram obrigados a se exilar em Portugal.

O nome (cidade de Pedro, em grego) faz alusão ao próprio Dom Pedro II, que assinou o decreto ordenando a sua fundação, e a tornou residência de verão da Família Real. A sua vizinha, Teresópolis (cidade de Teresa, em grego), famosa pelo Pico Dedo de Deus, é uma homenagem a Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II.

Neste post você vai encontrar dicas práticas de como conhecer os principais pontos turísticos de Petrópolis em 2 dias.

Palácio Imperial, antiga residência da Família Real - Petrópolis, Rio de Janeiro
Museu Imperial, antiga residência da Família Real

Esta viagem que fizemos fez parte do Roteiro pela Região dos Lagos e Serra do RJ. Um roteiro de 10 dias que passou por belas cidades do Estado do Rio.


Como chegar

A melhor forma de chegar em Petrópolis é de carro. Se você não mora perto o suficiente, pode fazer como nós fizemos: pegamos um voo até o Rio de Janeiro e de lá alugamos um carro e partimos para fazer o roteiro.

O carro foi alugado na RentalCars, que pertence ao mesmo grupo do Booking. Eles têm um buscador, com a mesma ideia do booking, que procura em várias locadoras diferentes, com avaliações dos usuários que garantem a qualidade, permitindo encontrar o melhor preço. Na nossa busca, queríamos escolher um carro que fosse forte o suficiente para subir a serra sem problemas, confortável e com um preço bom. O carro que escolhemos foi um Jeep Renegade. Nós gostamos bastante do site e desde que descobrimos só alugamos por ele (Link da RentalCars).


Onde se hospedar

Nos hospedamos no Hotel Grão Pará, que fica num antigo edifício de estilo colonial, bem no centro da cidade. O hotel fica em frente ao principal terminal de ônibus da cidade, o que torna esse pedacinho com um pouquinho de muvuca, mas perto dos principais pontos turísticos, de modo que você consegue fazer muita coisa a pé.

O estacionamento não é dentro do hotel, mas num edifício garagem em frente, que custou 20 reais por dia.

O quarto é bastante confortável e o café da manhã muito bom.

Clique aqui para conhecer o Hotel Grão Pará

Quarto do hotel

Hotel visto de fora


Onde comer e beber

O primeiro lugar que jantamos foi no restaurante da Cervejaria Bohemia, achamos o lugar bem vazio, e a comida não era tão boa quanto esperávamos. Depois de passar cerca de meia hora no restaurante, pedimos a conta e fomos para o próprio bar da cervejaria, no piso térreo do mesmo prédio, que acabou sendo uma opção mais interessante, e que também tinha comida e cervejas especiais.

Um lugar que jantamos e gostamos bastante foi o Restaurante Imperatriz Leopoldina. O restaurante é bem chique e bonito, e também caro. Ele fica num antigo casarão com suas enormes colunas de estilo neoclássico, e onde também funciona um hotel. Gostamos bastante da comida e do atendimento. É necessário reservar.

Outro lugar muito bacana para comer uma boa massa italiana gratinada com preços intermediários é o Massas Luigi.

Restaurante Imperatriz Leopoldina

Interior do Restaurante Imperatriz Leopoldina

O que fazer

Antes de falar sobre cada lugar, é sempre bom ter uma visão geral, e um mapa ajuda muito nessa tarefa.

Abaixo, há um mapa interativo com os locais sugeridos para visitar (você pode dar zoom e clicar nos itens marcados), com os pontos sugeridos para visita em vermelho e em amarelo, além de um caminho em verde. No mapa também estão marcados o hotel onde ficamos e as sugestões de lugares para comer que já mencionamos, com os seus ícones correspondentes.

É bem fácil se organizar em Petrópolis. Basicamente tem duas coisas principais: O Palácio Quitandinha, em amarelo, que fica afastado do centro da cidade, e o circuito em verde, que passa pelos principais pontos turísticos, em vermelho. Para conhecer estes pontos turísticos é só seguir em frente, e você ainda vê um monte de belos casarões históricos.

Minha sugestão é que você decida quais pontos do circuito verde quer visitar, e tire um dia para isso. O outro dia será para conhecer o que faltou do circuito verde, além do Palácio Quitandinha. A ordem pode ser inversa também, começando pelo Quitandinha e depois explorando o circuito verde.




Antes de dar detalhes sobre cada lugar, apresentamos esse vídeo resumo, com destaque para o Palácio Quitandinha e o Palácio Imperial. Em seguida, contaremos mais detalhes sobre cada lugar.

Lembre-se: se gostar do vídeo, siga a gente no YouTube e veja os outros vídeos do canal =)



Palácio Quitandinha

O mundo foi surpreendido com a construção do Palácio Quitandinha, em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1941, num momento em que os preços estavam muito altos e a maioria dos países e empresas estavam concentradas apenas em não quebrar, por causa da guerra, o multimilionário Joaquim Rolla decidiu construí-lo para ser o maior hotel cassino da América do Sul.

Muitos famosos, como Carmen Miranda e Walt Disney já se hospedaram por lá.

Em 1948, o jogo foi proibido no Brasil e ele passou a funcionar somente como hotel. Mas era difícil manter uma estrutura dessas, cara, apenas como hotel. Muitos hóspedes preferiam outras opções de hotéis luxuosos, e o hotel começou a ter dificuldades financeiras até que, em 1963, Joaquim Rolla decidiu vender os apartamentos do hotel, e o prédio virou um condomínio residencial de luxo, que permanece até hoje.

Em 2007 o Sesc passou a administrar a área comum, que hoje é aberta a visitação.

Lago Quitandinha (área externa)

Palácio Quitandinha

Hall de entrada para o acesso aos apartamentos

Uma das torres do Palácio

O enorme teatro, que trazia uma série de inovações para a época, inclusive na decoração

Antiga piscina desativada



Museu Imperial

É a antiga residência de Dom Pedro II e família, também chamada de Palácio Imperial. O ingresso custa 10 reais e não é permitido fotografar lá dentro. No interior é contada a história da família real do Brasil, com exposição de vários quadros e objetos. É um dos pontos turísticos principais de Petrópolis.

Lá dentro é possível descobrir, por exemplo, que a família real brasileira descende também de Luís XIV, o Rei Sol da França, entre várias outras coisas interessantes.

O lugar foi residência de férias e finais de semanas da Família Real até o golpe militar que deu origem à República no Brasil, em 15 de Novembro de 1889, e expulsou a Família Real do Brasil, impondo-lhes o exílio em Portugal.

O ideal é ir logo no início do dia, assim que abrir o museu, para encontrá-lo mais vazio. A visita completa toma bastante tempo. Nós levamos cerca de 3h.

Estátua de Dom Pedro II, que fica nos jardins do Museu

Museu Imperial, Palácio Imperial Petrópolis
Museu Imperial

Museu Imperial, jardins, palácio imperial, Rio de Janeiro
Museu Imperial

Museu Imperial - Palácio Imperial, Petrópolis, Rio de Janeiro, Dom Pedro II
Museu Imperial

Catedral São Pedro de Alcântara

A Catedral de Petrópolis é uma igreja neogótica, com sua construção iniciada em 1884, para ser a matriz da Igreja Católica na cidade.

Ela foi construída propositalmente em frente à casa da Princesa Isabel, junto à Praça que também leva o seu nome.

Em 1920 foi anulado o decreto que bania a Família Imperial do Brasil, e já em 1921 os restos de D. Pedro II e D. Tereza Cristina foram trazidos do Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, para o Rio de Janeiro, onde foram alojados na Catedral Metropolitana. Em 1925 os restos foram transferidos para a sacristia da catedral de Petrópolis. Finalmente, em 5 de dezembro de 1939, o presidente Getúlio Vargas e outras autoridades inauguraram o Mausoléu Imperial, para onde foi transferido definitivamente o sarcófago do Imperador e da Imperatriz. Em 1971 também foram sepultados no mausoléu a Princesa Isabel e seu marido, o Conde D'Eu.

Restos mortais de Dom Pedro II, Teresa Cristina, Princesa Isabel e o Conde D'Eu

Interior da Catedral

Catedral São Pedro de Alcântara

Catedral ao fundo do Canal da Avenida Köeller

Casa da Princesa Isabel

Foi a casa onde viveu a Princesa Isabel com o seu marido, o Conde D'Eu, e os seus filhos.

Na varanda da casa, a Família Real tirou a última foto no Brasil, antes de partirem para o exílio.


Varanda da casa

Outro ângulo da famosa varanda
Última fotografia tirada por Dom Pedro II e sua família no Brasil

Palácio Rio Negro

É a residência de férias de presidentes da República. No entanto, desde que a capital do país deixou de ser o Rio de Janeiro, ele foi frequentado apenas por FHC e Lula, poucas vezes.

Ele é aberto para visitação, funcionando também como museu. No prédio anexo, também há um museu da FEB, Força Expedicionária Brasileira.

Palácio Rio Negro e o seu anexo, onde funciona o museu da FEB, Petrópolis, Rio de Janeiro
Palácio Rio Negro e o seu anexo, onde funciona o museu da FEB

Casa de Santos Dumont

Casa onde morou o genial inventor Alberto Santos Dumont, que criou o avião, e onde hoje funciona um museu dedicado a ele. Foi nessa casa que ele escreveu o seu livro "O que eu vi, o que nós veremos". A entrada custa 8 reais.

Casa de Santos Dumont

Peças criadas em homenagem ao grande inventor

Maquete da casa e o retrato com o famoso chapéu Panamá, que sempre lhe acompanhava

Maquete do 14 Bis

Maquete do Demoiselle

Desenho que representa o dia do voo histórico, em Paris

Desenho representando a famosa volta da Torre Eiffel, com o seu Dirigível

Praça 14 Bis

Praça em homenagem a Santos Dumont, em frente à antiga casa dele. Na Praça há uma grande réplica do 14 Bis.

Praça 14 Bis

Cervejaria Bohemia

O Tour Cervejeiro da Cervejaria Bohemia conta a História da cerveja, como ela é feita, que ingredientes usa e todo o processo até ela chegar à sua mesa (ou à mesa do bar). Durante o tour você tem direito a algumas degustações. Apesar de eu já ter ido a outros tours cervejeiros, achei esse um dos mais legais. A entrada custa 39 reais.


Fachada da Cervejaria Bohemia, Petrópolis, Rio de Janeiro
A imponente fachada da cervejaria








Palácio de Cristal

O palácio foi inaugurado em 1884, e inicialmente foi construído para abrigar exposições de pássaros, flores e produtos agrícolas, mas abriga hoje exposições e eventos.

Sua estrutura pré-moldada em ferro foi encomendada a uma fundição francesa pelo Conde D’Eu, sendo montada em Petrópolis pelo engenheiro Eduardo Bonjean.

A sua mais bela festa foi realizada no domingo de Páscoa de 1888, na qual a princesa Isabel, junto a seus filhos, entregou cartas de alforria a escravos, a maioria indenizando os seus senhores com notável campanha desenvolvida na cidade.

Funciona de Terça a Domingo, das 9h às 18h, com entrada franca. Possui apresentações regulares de danças folclóricas alemãs, aos sábados, a partir de 15h, além de shows e exposições ocasionais.

Palácio de Cristal à noite


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