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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Cracóvia - Polônia

Pouco conhecida e explorada, a Cracóvia é uma fascinante cidade da Polônia que abriga inúmeras construções antigas, repletas de muita história e atrações imperdíveis. Sem falar da vida noturna, que é bem badalada e divertida. Além de ter a segurança e qualidade de vida dos países mais desenvolvidos da Europa, apesar de ser localizada no Leste Europeu.


É um excelente lugar para se aprender mais sobre a Segunda guerra mundial e o nazismo. Pois possui os campos de concentração Auschwitz e Birkenau (Maiores campos de concentração), Kazimierz (Bairro judeu que foi a maior comunidade judaica da Polônia), a Fábrica de Schindler (Aquela do filme “A lista de Schindler”) e inúmeras outras construções. Além de já ter sido a capital do país por quase 300 anos.

Fortaleza medieval que defendia a cidade da Cracóvia

Este post foi escrito por um grande amigo, Felipe, que fez uma viagem incrível pelo Leste Europeu, passando por várias cidades sensacionais, e escreveu alguns ótimos posts para o Blog contando sua experiência e dando ótimas dicas para quem pretende viajar para lá. Confiram!



Onde ficar

Sempre prefiro ficar em albergues, por serem muito mais baratos que hotéis, melhor localizados e serem bons locais para conhecer gente e companhia para sua viagem.  Como visitei a cidade em um feriado nacional e deixei pra fazer a reserva uma semana antes de ir, não consegui as minhas duas primeiras opções, mas tive sorte de consegui reservar o hostel Greg & Tom Hostel. O albergue é muito bem localizado e tem um café da manhã fantástico, além de outras facilidades como reservar passeios e dar dicas.

O melhor local para se hospedar é no entorno do centro velho (Stare miastro), pois fica a uma curta caminhada de tudo. Apenas 5 minutos andando você chega à estação de ônibus e trem, 10 minutos você está no Castelo de Wawel e 15 minutos no Bairro judeu (Kazimierz).

Clique aqui para conhecer o Greg & Tom Hostel.


O que comer e onde comer

Não encontrei tantos pratos típicos, mas os poucos que provei são bem gostosos. Por ser um local frio, lá tem muitas sopas, sendo a sopa de beterraba (barszcz czerwony) a mais famosa.  Outro prato muito conhecido é o Bigos (Feito de repolho e carne de porco desfiada, servido com pão ou batata). Mas em minha opinião, o mais gostoso de lá é sem dúvida o Pierogi ou Dumplings. É um tipo de pastel cozido, com recheios variados e coberto com cebola, bacon ou um creme de leite. Se ficar na dúvida do que comer, esse prato não tem erro.

Ao visitar o Kazimierz, recomendo o restaurante Pierożki u Vincenta. Além de ser um lugar bem bonito (todo decorado com inspiração em Van Gogh) e ter um atendimento excelente, comi o melhor dumpling lá. Sem falar que os preços são muito atrativos.


Dumpling, sopa de milho com pipoca e frango com um negócio típico de repolho


Seguro Viagem

Na Europa, países signatários do acordo Schengen exigem seguro com cobertura mínima de 30 mil euros para qualquer viajante. São eles: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Holanda, Polônia, Portugal, República Checa, Suécia e Suíça.

No banner abaixo, disponibilizamos um comparador de Seguros da Real Seguros, através dele, você pode comparar o custo e os itens cobertos de várias seguradoras diferentes. (Ou clique aqui para ler nosso post sobre seguro viagem)




O que conhecer

A cidade possui muitos pontos turísticos, sendo a maioria concentrada em dois polos, cidade velha (Stare Miasto) e o bairro judeu (Kazimierz). Fora dessas regiões existem alguns locais interessantes, como a Fábrica de Schindler e outros que não são tão explorados por turistas. Acredito que três dias são suficientes para conhecer todos os principais atrativos. Abaixo estão alguns que considero indispensáveis


Castelo de Wawel

Talvez a principal atração turística da cidade e por isso a que você gastará mais tempo e encontrará uma multidão de turistas. O local é composto por diversas atrações e os ingressos são vendidos por atrações, dessa forma você só paga pelo que quiser conhecer. No complexo há a Catedral de Wawel (Real Catedral Basílica dos Santos Estanislau e Venceslau no Monte Wawel), estátua do Papa João Paulo II, os aposentos reais, sala do tesouro, a tesouraria, uma exposição, as torres do castelo, os jardins reais e a caverna onde dizem que viveu um dragão. Na saída da caverna, há uma estátua de dragão que cospe fogo várias vezes ao longo do dia.

Catedral de Wawel e Palácio

Estátua do dragão cuspindo fogo

Complexo de Wawel


Centro histórico

É a principal região turística da cidade. Logo em sua entrada, você encontrará uma fortaleza medieval, em frente às muralhas que o cercam e o portão medieval que dá acesso ao centro. Ao longo do centro você encontrará muitas construções medievais, incluindo igrejas e museus, lojas e restaurantes em prédios antigos, tudo muito bem conservado. São inúmeras ruas, cada uma com uma beleza singular, vale a pena rodar bastante o local. Dentro do centro estão localizadas atrações como a Praça do Mercado central, o mercado central, a Basílica de Santa Maria, o museu subterrâneo e a torre da prefeitura.

Muralhas que cercavam a cidade



Praça do Mercado Central

É uma das maiores praças medievais da Europa e nela se encontram muitos restaurantes, o Mercado central, a torre da antiga prefeitura, a Basílica de Santa Maria e alguns museus, como o museu subterrâneo. Em algumas épocas do ano, são montadas feiras nessa praça, onde são comercializados diversos produtos. No entorno da praça há vários comerciantes que vendem souvenires com bons preços. Os produtos no mercado são bem caros.


Praça do Mercado

Torre da Antiga Prefeitura


Basílica de Santa Maria

Uma das mais importantes igrejas da Polônia, teve sua construção original concluída no século XIII e sua reconstrução foi realizada no século XIV. Com o seu estilo gótico e suas duas torres diferentes, é a maior construção da cidade, com 81 metros de altura. A cada hora aparece um soldado no alto da torre da igreja e toca uma música. Apesar de aparentar ser bem simples quando vista por fora, o interior da igreja é surpreendente. O teto é pintado de azul, para lembrar um céu estrelado e o seu interior é repleto de esculturas e pinturas. Não deixe de conhecer o seu interior.

Basílica de Santa Maria

Teto pintado como um céu estrelado no interior da Basílica de Santa Maria


Kazimierz

Sem dúvidas, um bairro bem interessante de se conhecer. O local já abrigou a maior comunidade judaica da Polônia, foi esvaziado pelos nazistas, ficou abandonado por anos e hoje em dia é um bairro muito popular, com muitas lojas, restaurantes, ótima vida noturna e com um grande número de turistas. No local existiram mais de 90 sinagogas, mas restam apenas 6.

Outra curiosidade do bairro é que ele se divide na parte judaica e a parte cristã. Ao andar pelo bairro, você encontrará placas com duas rotas turísticas que o conduzirá pelo bairro. A rota cristã, que o levará pelas igrejas da região, como a Basílica Corpus Christi e a Church on the Rock e a rota judaica, que o levará pelas sinagogas, templos, Museu Judaico (Antiga sinagoga principal) e o cemitério Remuh.

Não deixe de aproveitar o lado gastronômico do bairro, comendo uma deliciosa refeição ou aproveitar o lado boêmio, curtindo a noite em um dos diversos bares ou boates.

Antiga casa de estudo para lições do Talmud

Interior da Sinagoga Remu

Sinagoga Izaaka


Mina de sal Wieliczka

Uma atração muito concorrida na região, a Mina de Sal fica na cidade de mesmo nome da mina, Wieliczka, a apenas 15 km da Cracóvia. Para chegar ao local, é possível pegar um ônibus a partir da estação central e a viagem dura apenas 20 minutos. Ou pode contratar o serviço de uma empresa de turismo que te pega e te deixa em alguns pontos definidos da cidade.

A mina começou sua operação no século 13 e encerrou as atividades comerciais no ano de 1996, tendo quase 700 anos de exploração. Mesmo após o encerramento das atividades comerciais, ainda há a retirada de sal, pois é necessário para manutenção e conservação da mina. Porém, não é mais comercializado.

Existem alguns tipos de rota pela mina, mas o turismo é restrito apenas a uma rota, a rota do turismo, que dura aproximadamente 2 horas e você percorre cerca de três quilômetros de corredores ao longo da mina. Para ingressar na mina, é necessário descer 350 degraus, e alcançar uma profundidade de 135 metros do solo. Antes que você se assuste, ao longo do percurso você irá descer mais, totalizando 800 degraus. Para sua sorte, a volta não é mais por escadas, hoje a subida é apenas por elevador.

Ao longo desse percurso você visitará mais de 20 câmaras e algumas capelas, como a Capela St. King, um lago e diversas esculturas e lustres feitos de sal. Todo o passeio será a uma temperatura entre 14 e 16ºC, independente da época do ano. Para registrar, é preciso pagar uma taxa de fotografia. Ao final do passeio, há um restaurante e uma loja para comprar souvenires.

Formação de sal ao longo dos corredores

Uma das capelas com o lustre feito de sal

Um lago subterrâneo

Os 7 anões esculpidos em sal


Auschwitz e Birkenau

Auschwitz é o campo de concentração mais conhecido e visitado do mundo. Está localizado na cidade de Oswiecim, a 70 quilômetros da Cracóvia. Para chegar lá é muito fácil. É só comprar um ticket de ônibus ou trem a partir da estação central da Cracóvia ou contratar um passeio em uma agência de turismo. A viagem de trem ou de ônibus dura aproximadamente 2 horas. Independente de como você vá, é importante que você compre o ingresso para Auschwitz antes, pois os ingressos se esgotam rápido e é muito difícil encontrar na hora para a maioria das línguas. A não ser que você queira ir com um guia que fale alemão, chinês ou russo. Eu comprei dois dos três últimos ingressos disponíveis em espanhol, aproximadamente um mês antes de viajar.

Auschwitz funcionou durante os anos de 1940 a 1945, quando foi tomado pelos soviéticos. Ao chegar ao local, os nazistas já haviam destruído boa parte dos campos e documentos. O complexo é dividido em três partes, Auschwitz I, Auschwitz II - Birkenau, Auschwitz III - Monowitz e mais 45 campos satélites. Em Auschwitz I, estava localizado o centro administrativo do complexo. Já Auschwitz II – Birkenau era um campo de extermínio. Os judeus chegavam através de trens e logo após descerem era realizada uma triagem para determinar quem era apto ao trabalho. Os que eram considerados inaptos iam direto para as câmaras de gás e os aptos iam para alojamentos e posteriormente realizavam trabalhos forçados.

Durante a visita guiada, será explicada toda a história do campo, desde a sua construção até o seu abandono, passando por detalhes do seu funcionamento. Será possível visitar vários tipos de construções, como prédios administrativos, câmaras de gás, crematórios, alojamentos, banheiros, trilhos por onde chegavam os trens e outras áreas do campo. O guia é muito importante para compreender o local e um pouco mais da terrível história que se passou ali. Além de ser proibido entrar sem guia, exceto no início da manhã e final do dia.

No local ainda são encontrados muitos pertences que foram tomados dos judeus, incluindo seus cabelos que eram retirados para serem comercializados. Tudo que era considerado valioso era roubado pelos nazistas.

Para ir de um campo ao outro, existe um ônibus que sai de tempo em tempo. Não é necessário pagar nada.

O famoso letreiro da entrada dos campos de concentração

Um dos alojamentos onde os judeus ficavam

Vista dos trilhos por onde os judeus chegavam a Birkenau

Edificações do centro administrativo


Dicas úteis

Não faça como a maioria dos viajantes e coloque a Cracóvia apenas para ter acesso a Auschwitz. A cidade é incrível e merece ao menos 3 dias só pra ela. Adicione meio dia para a Mina de Sal Wieliczka e mais um para Auschwitz;

Não troque dinheiro nas casas de câmbio do aeroporto ou rodoviária, as taxas são péssimas. Na entrada do centro da cidade tem muitas casas de câmbio com boas cotações, pesquise um pouco enquanto explora o local e economizará muito;

Prefira ir a Auschwitz por conta própria, sem empresas de turismo. É muito fácil, você aproveita mais o lugar e sai muito mais barato. Mas é importante comprar o ingresso com antecedência, pois esgotam rápido e é quase impossível achar na hora;

O melhor meio de transporte para ir a Auschwitz é o ônibus que sai da rodoviária e param quase na porta, uma caminhada de 2 minutos. Na hora de voltar, os ônibus saem da entrada principal. Caso vá de trem, será necessário pegar um ônibus ou caminhar quase 2 km até a entrada de Auschwitz. O ticket é vendido na rodoviária ou direto no ônibus. Há diversos horários, sendo uma viagem de aproximadamente 2 horas. Mas compre apenas o ingresso de ida, pois o de volta pode ser comprado dentro do ônibus e assim você se programa melhor. Os horários de volta são fixados no poste do ponto de ônibus;

Outra dica sobre Auschwitz. Não leve mochila ou bolsas muito grandes, pois o controle é muito rigoroso e não pode entrar com nada. Você terá que deixar tudo no guarda volumes e pagar uma taxa;
Para ir a Mina de Sal Wieliczka eu recomendo comprar um passeio com alguma empresa de turismo. A diferença de preço não é tão grande, mas você evita uma fila gigantesca, pois o grupo tem preferência, e não sei se acontece com todos, mas o meu e mais outro grupo que estava por perto usaram o elevador, evitando os 350 degraus logo no início e a subida na hora de ir embora. Comprei meu passeio com a Cracow city tours.


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Mais algumas fotos:


Uma das ruas do centro histórico

Vista do Rio Vístula
Cracóvia coberta de neve
Entrada da Sinagoga e cemitério Remu

Cemitério Remu

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2 comentários:

  1. Parabéns pelas dicas, são otimas
    Poderia passar quais era as duas primeiras opções que voce tinha para ficar hospedado?
    Obrigada

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    Respostas
    1. Boa noite Ana! As primeiras opções eram o Flamingo Hostel e o Mosquito Hostel, mas gostei bastante do Greg & Tom. Da uma comparada entre eles e veja o que mais te agrada. Qualquer dúvida, é só mandar mensagem.

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