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sábado, 3 de fevereiro de 2018

Havana - Cuba

Havana é a capital e maior cidade de Cuba, um país que desperta grande curiosidade do resto do mundo, tanto pelo seu regime, quanto por seu visual "retrô", que nos faz em alguns momentos ter a sensação de viajarmos aos anos 60.

Eu gosto de conhecer cidades peculiares e inusitadas, daquelas que não encontramos igual no mundo e Havana certamente é uma delas. Visitar esta cidade de peito aberto é uma experiência única, que vai certamente te fazer refletir sobre várias coisas e aprender muito.

Acho que o ideal é passar cerca de 5 noites em Havana (4 dias inteiros). É tempo suficiente para conhecer os principais lugares.

Este post vai contar um pouco sobre a cidade em si, como lugares para conhecer, onde comer, onde se hospedar, etc. Se você quiser saber mais sobre o aspecto social e da vida em Cuba, leia também o nosso post Cuba é mesmo como dizem? É um bom ponto de partida para quem quer visitar o país.

Capitólio e Carros antigos


Como chegar

Havana é o melhor ponto de chegada em Cuba. Há diversos voos internacionais. Nós pegamos um voo da Copa Airlines, que sai de São Paulo para Havana, com conexão no Panamá. Quando pesquisamos, este era o mais barato e custou pouco mais de 2400 reais. Para pesquisar usamos o site Sky Scanner. Se você quiser visitar outras cidades de Cuba, pode fazê-lo usando táxi (não sai tão caro), ônibus com os da companhia Viazul, ou voos internos.


O que é obrigatório

Para ir para Cuba é obrigatório Visto e Certificado Internacional de Vacina contra Febre Amarela.

Quanto ao visto você tem duas opções: 1) Fazer todos os trâmites pela embaixada, enfrentando burocracia e possivelmente viagens, caso a sua cidade não tenha uma embaixada cubana ou 2) Comprar um outro tipo de visto que só vale para uma viagem (você tem que devolvê-lo na volta), que custa 20 dólares e você pode comprar pela companhia aérea. Pela companhia que fomos, a Copa Airlines, você compra esse visto na conexão que ele faz no Panamá. Em outras companhias, entre em contato com eles para saber.

Cuba também exige a Vacina contra a Febre Amarela, e você precisa demonstrar através de um Certificado Internacional, que no Brasil é emitido pela Anvisa. Clique aqui para ver mais informações no Portal da Anvisa.


Tomadas

Vi algumas pessoas perguntando sobre as tomadas em Cuba. É uma bagunça, é como o Brasil antes da padronização. Tem tomada de todo tipo. Na dúvida leve um adaptador universal. Quanto à voltagem, em Havana costuma ser 110v, mas em grandes hotéis e resorts pode ser 220v. Enfim, também depende de onde você vai ficar, se puder levar equipamentos bivolt é melhor.


Quando ir

A latitude de Havana é praticamente a mesma que o Rio de Janeiro, só que para o Norte. Ao ir para Cuba você precisa saber sobre a temporada de furacões, que costuma ocorrer em Agosto, Setembro e Outubro. Então evite esses meses. Além disso, o inverno por lá é no início do ano. Não faz tanto frio assim, é mais ou menos como o Rio de Janeiro, mas se você for visitar praias e quiser entrar na água sem muito sofrimento, talvez seja melhor evitar os meses mais frios, Janeiro e Fevereiro.



Alguns cuidados

Apesar de Havana ser extremamente segura, tem muita que vai tentar ganhar alguns trocados dos turistas de forma bem chata e insistente. Evite dar conversa porque quase sempre eles estarão interessados em dinheiro.

Em alguns lugares algumas pessoas vão dizer que está tendo um festival de charutos artesanais e que só tem uma vez por ano. Descobrimos que não há nenhum festival imperdível e que isso na verdade é um golpe. Se for comprar charutos, compre nas lojas apropriadas. Parece que muita gente vende charutos falsificados de qualidade inferior.

Quando for comprar algo e achar caro, deixe claro que é brasileiro e não europeu, e que os brasileiros não são ricos. Normalmente isso funciona e você conseguirá algum desconto.


Seguro Viagem

Numa viagem como essa é extremamente importante estar protegido contra eventuais acidentes, doenças e extravio de bagagem.

Quando eu fui para Cuba comprei o meu Seguro pela Real Seguros que tem um comparador de Seguros bem bacana que ajuda a encontrar o mais barato e tem cobertura para toda a América Central.

Esse banner abaixo contém o comparador de Seguros da Real Seguros:



Onde ficar

A melhor forma de ter uma experiência mais enriquecedora em Havana é ficar na casa de cubanos. O governo cubano dá uma licença especial para que eles possam alugar quartos ou mesmo apartamentos inteiros para turistas estrangeiros. Se hospedando dessa forma você terá mais contato com cubanos e entenderá melhor como eles vivem.

Há alguns sites, estilo Air Bnb, onde você pode pesquisar por casas de família para se hospedar. O que usei foi o Cuba Accomodation (www.cubaccommodation.com). Também dá para usar o Air Bnb, mas não dá para saber se as casas ali são autorizadas pelo governo. No apartamento que ficamos tinha uma moça muito simpática que vinha limpar o nosso quarto todos os dias e por 5 CUC ela também preparava o nosso café da manhã. Na maioria dos dias optamos pelo café da manhã em casa, e aproveitamos para conversar bastante com ela e aprender mais sobre a vida dos cubanos. Acredito que isso seja semelhante na maioria das casas.

Os bairros mais interessantes para se hospedar são a Habana Vieja e o Vedado. O primeiro é o bairro histórico, com construções mais degradadas, antigas, mas com muitos lugares para visitar nas redondezas. O segundo é um bairro mais nobre, onde estão os melhores hotéis, e que nos anos 50 era proibida a entrada de cubanos menos abastados (por isso o nome Vedado). Eu me hospedei na Habana Vieja.

Dentre os hotéis, os mais famosos são o Hotel Nacional e o Habana Libre, que além de muito bonitos, têm grande importância histórica. Se você prefere se hospedar num hotel ou albergue, clique aqui para conhecer as opções de Havana.

Quarto que ficamos

Vista panorâmica da varanda do quarto


O quê e onde comer

Tenho tanto a falar sobre isso que resolvi escrever um post à parte. Para saber mais, leia o nosso post Onde comer em Havana - Cuba


Onde sair

Cuba tem uma noite bem animada e os cubanos adoram música e adoram festejar, como os brasileiros. A música cubana é muito rica e você certamente já ouviu várias canções famosas. Abaixo, um pequeno vídeo mostrando um pouco do que ouvimos de música cubana, em Havana. A primeira música se chama Lágrimas Negras, e a segunda Amor Bonito:



O famoso jornalista e escritor americano Ernest Hemingway adorava a noite cubana e saía sempre para tomar os seus drinks em bares como La Floridita e La Bodeguita del Medio. É dele a frase "O meu daiquiri na Floridita, o meu mojito na Bodeguita".

Alguns dos melhores lugares para sair à noite em Havana são:

La Floridita - Onde está o melhor e mais famoso daiquiri da cidade. O lugar é muito legal e sempre tem música ao vivo de boa qualidade. A segunda parte do vídeo acima mostra o La floridita.

La Floridita - Havana - Cuba
Entrada do La Floridita

Selfie com o famoso Ernest Hemingway - La Floridita - Havana - Cuba
Selfie com o famoso Ernest Hemingway

Balcão do la Floridita

Bandinha de salsa no La Floridita

La Bodeguita del Medio - É tipo um botequinho, bem pequeno e com poucos lugares, mas bem legal. Indispensável provar o Mojito. Lá também tem música ao vivo e na parte de trás tem um restaurante.

Entrada do La Bodeguita del Medio

Música ao vivo no La Bodeguita del Medio

Plaza Vieja - Praça mais bonita da cidade. Diferente de outros lugares que têm construções degradadas, nesta praça tudo é impecável, não perde em nada para praças europeias. Bom lugar para sentar, beber umas cervejas e comer uns petiscos. Sempre tem música por ali. Um bar que recomendamos na Plaza Vieja é o La Vitrola, que tem ótimos petiscos e uma das garçonetes fala português. Eles também são atenciosos e colocaram uma bandeirinha do Brasil no nosso petisco quando viram que éramos brasileiros. Também tem música ao vivo.

Bar La Vitrola na Plaza Vieja em Havana - Cuba
La Vitrola

Casa de la Música - Lugar bem famoso, mas não conseguimos ir porque estava em reforma.



Como usar internet em Havana

Para saber como usar internet em Havana, clique para ler o nosso artigo principal:

Como usar internet em Cuba


Como se deslocar

A melhor forma de se deslocar por Havana é de táxi. Há muitos táxis, e aparece gente oferecendo o tempo inteiro. Sempre combine o preço antes. O táxi do aeroporto para Havana custa entre 25 e 30 CUC. Não aceite valores acima disso. Um valor razoável e quase padrão para se deslocar de um bairro para outro, dentro de Havana, é cerca de 10 CUC. Você pode tentar negociar e conseguir por 5 ou 8 CUC por exemplo. Os táxis podem ser amarelos, da empresa oficial do governo, e com carros mais modernos, ou táxis de condutores que possuem carros próprios, normalmente bem antigos. Tem também os carros clássicos em bom estado de conservação, que você pode combinar para passar mais tempo, te levando em alguns lugares. O que nós pagamos desse tipo custou 20 CUC, mas acho que dava para negociar por valores menores.

Outra opção é usar os ônibus turísticos que dão a volta em boa parte da cidade. Eles custam 10 CUC. Em geral não vale a pena, porque demora muito para fazer a volta completa e você perde muito tempo, e não é tão barato. Se você estiver num grupo com 4 pessoas, por exemplo, vão gastar 40 CUC de ônibus turístico, enquanto que ida e volta de táxi vai sair 20 CUC ou menos. O lado legal é que você vai até a ponta da cidade, e vê como são os bairros não turísticos de Havana. Talvez valha a pena fazer isso em um dos dias.

Como experiência social, também pegamos um dia o ônibus comum. Neles você paga o quanto quiser, centavos de CUC por exemplo. Os ônibus são antigos e, dependendo do horário, um pouco cheios. Em geral é pior que no Brasil, mas não tão pior assim.

Carros das empresas de táxi do governo

Carro clássico

Ônibus turístico


O que visitar

O que não falta em Havana são lugares turísticos para conhecer. Aqui citarei os principais, acompanhados de fotos, e também alguns vídeos.

Os locais estão mais ou menos agrupados por proximidade, indicando lugares que podem ser conhecidos no mesmo dia e na ordem recomendada. Nossa sugestão é que você agrupe seus passeios por dia. Após os resumos, há um mapa com os locais sugeridos para visitar, com uma cor para cada dia. Os lugares para sair à noite estão marcados com uma estrela. Em seguida informações mais detalhadas sobre cada local.

Habana Vieja - Parte 1 (Verde) - Plaza San Francisco de Asís, Plaza Vieja (+cámara oscura), Catedral e Calle Obispo.

Habana Vieja - Parte 2 (Vermelho) - Museo de la Revolución, Capitólio e arredores, parte do Malecón que está na Habana Vieja.

Vedado (Amarelo) - Hotel Habana Libre (com museu), Universidad de Habana, Hotel Nacional.

Plaza de la Revolución (manhã) e o outro lado da Baía (Azul escuro) - Plaza de la Revolución, Memorial San Martí e o seu Mirador; Outro lado da Baía de Havana, Cristo, Cabaña de Che, Castillo del Morro e Fortaleza de San Carlos de la Cabaña.

Se sobrar tempo você também pode visitar fábricas de charuto ou de rum.




Plaza San Francisco de Asís

Nessa antiga praça está o lindo convento e basílica de San Francisco de Asís, que começou a ser construído em 1548 e terminou em 1591 e passou por uma série de reformas nos anos 1700 até ficar como é hoje. A praça fica em frente ao porto, antiga entrada principal da cidade.

Plaza San Francisco de Asís e sua Basílica/Convento - Habana Vieja - Cuba
Plaza San Francisco de Asís e sua Basílica/Convento

Basílica/Convento San Francisco de Asís - Habana Vieja - Cuba
Basílica/Convento San Francisco de Asís


Plaza Vieja

Certamente a praça mais bonita de Havana. A praça não é degradada como outras partes da Habana Vieja e não perde em nada para praças europeias. Além de linda, ela é muito viva, com muitos bares, restaurantes e música. Um dos melhores lugares para sentar, beber uma cerveja e comer algo.

Na Plaza Vieja, não deixe de entrar na Cámara Oscura. A Cámara Oscura foi uma invenção de Leonardo Da Vinci, cuja réplica foi dada de presente pelo concelho de Cadiz, na Espanha. Nela, através de um inteligente jogo de espelhos, você pode ver uma panorâmica aumentada da Habana Vieja em tempo real, sem uso de tecnologias modernas. Ele é o único do tipo da América Latina.

Abaixo um vídeo da noite na Plaza Vieja, seguido de fotos:



Plaza Vieja - Habana Vieja - Cuba
Plaza Vieja

Restaurantes e bares na Plaza Vieja - Habana Vieja - Cuba
Restaurantes e bares na Plaza Vieja


Catedral

Na praça da Catedral está a Catedral de la Virgen María de la Concepción Inmaculada de La Habana. A Catedral é feita de pedra, no estilo barroco.

Praça da Catedral de Havana - Habana Vieja - Cuba
Praça da Catedral


Calle Obispo

É uma rua comercial cheia de lojas e de gente. Um bom lugar para comprar souvenires. Pela rua você encontra música (como mostrado no vídeo abaixo), e até algumas vendinhas daquelas do governo, onde os cubanos compram as cestas básicas mensais por preços subsidiados.  É também o lugar que tem mais gente pedindo dinheiro.


Vendas do governo

Calle Obispo

Tem até marcas famosas, como adidas


Caminhar pelas ruas da Habana Vieja

A Habana Vieja é um bairro tipo o pelourinho em Salvador, em vários aspectos. É o centro histórico da cidade. Nela há muitas construções históricas, algumas muito bonitas, algumas caindo aos pedaços. O bairro é o mais degradado da cidade, junto com parte do Malecón, com muitas casas antigas e com fachadas em mau estado de conservação, mas ainda assim em estado bem melhor que nossas favelas, por exemplo. Não há favelas em Cuba. Essa parte degradada é mesclada com hotéis e restaurantes bem conservados. Andar por lá é uma experiência única.

Em algumas casas é possível encontrar gravuras como estas - Habana Vieja - Cuba
Em algumas casas é possível encontrar gravuras como estas

Típica rua da Habana Vieja - Cuba
Típica rua da Habana Vieja

Rua em melhor estado na Habana Vieja


Museo de la Revolución

O museu conta a História de como Fidel e Raul Castro, Che Guevara, Camilo Cienfuegos e cia depuseram o ditador anterior Fulgencio Baptista. Ele fica no antigo prédio presidencial, de onde Fulgencio Baptista teve que fugir após um ataque por guerrilheiros. Ainda é possível ver buracos de bala em algumas paredes internas. O museu também mostra um pouco dos conflitos que se sucederam durante a guerra fria e as mudanças na constituição, educação, reforma agrária etc. É claro que o museu é um pouco tendencioso e não mostra todos os lados do regime, mas conta muitos fatos históricos muito interessantes. Do lado de fora estão alguns tanques de guerra, aviões militares etc. e peças históricas como parte de aviões espiões derrubados. Passa-se facilmente um turno inteiro dentro do museu. Tem muita coisa para ver. A entrada custa 8 CUC para estrangeiros e 8 CUP para cubanos.

Frente do Museu da Revolução

Frente do museu

Representação de Che Guevara e Camilo Cienfuegos na mata, preparando-se para a invasão - Museu da revolução - Havana - Cuba
Representação de Che Guevara e Camilo Cienfuegos na mata, preparando-se para a invasão

Note que do lado esquerdo, em volta da porta, há diversos buracos de bala

Primeiro grande revés sofrido pela Revolução

Antigo salão nobre usado pela presidência antes da revolução

Do lado de fora há diversos aparatos militares em exposição

Este e outros pedaços de aviões espiões derrubados estão expostos no museu.


Capitólio

Sede do Governo de Cuba antes da revolução, foi durante muito tempo o edifício mais alto de Havana. O seu desenho foi inspirado no Capitólio dos Estados Unidos e hoje abriga a Academia Cubana de Ciências.

Nos arredores do Capitólio também estão pontos interessantes, como a Praça Parque Central, o Gran Teatro de la Habana, o Teatro Martí e o Museo de los Orishas (orixás).

Praça Parque Central, com estátua de José Martí e ao fundo, o Capitólio e o Gran Teatro de la Habana

Jardim do Capitólio e a sua cúpula


Malecón

O Malecón é a orla, ou beira-mar, de Havana. Ela começa na Habana Vieja e se estende até depois do Bairro do Vedado. Como o clima de Havana é bastante hostil, com muito salitre, ventos fortes e por vezes até furacões, o Malecón tem muitas casas bem degradas. A vista do Malecón é muito bonita e está sempre cheia de turistas, jovens e pescadores. Muita gente se reúne ali para ver o pôr doSol.

Início do Malecón

Contraste de casas extremamente degradadas com um Hotel/Restaurante no Malecón

Andamos o Malecón quase inteiro, da Habana Vieja até o Vedado. Só faça isso se você estiver com bastante tempo disponível. É longe!

No caminho você encontra lugares como esse


Hotel Habana Libre

O emblemático e luxuoso Hotel fica no bairro do Vedado. O bairro tem esse nome porque antes da Revolução era permitida a entrada apenas de cubanos ricos e turistas estrangeiros. Após a revolução, o bairro passou a ter livre circulação e, além de muitos turistas, muitos cubanos se encontram lá para passear, tomar um sorvete, ir ao cinema ou ver o pôr do Sol no Malecón.

No hotel, antes da Revolução, funcionava o Hotel Hilton. Este hotel foi tomado por Fidel, Che Guevara e Cia e funcionou como sede do governo por um ano. Entre segunda e sexta feira é possível subir e ter uma ótima vista da cidade além de visitar um museu, que conta detalhes de como foi a tomada do hotel e o seu uso como sede do governo. Para visitar o museu é necessário reservar com pelo menos um dia de antecedência, seja no próprio Hotel, seja por telefone. Mesmo que tenha vagas, eles não deixam subir se você não reservar antes.

Hotel Habana Libre

Interior do Hotel

Um dos cinemas do Bairro do Vedado. Na época que fomos estava ocorrendo o Festival Latinoamericano de Cinema


Universidad de Habana

Bem pertinho do Hotel Habana Libre está a Universidad de Habana, a mais importante de Cuba. É uma experiência bacana entrar, ver os belos edifícios, ler murais, conversar com estudantes e conhecer um pouco da rotina deles. O ideal é ir durante a semana, no período de aulas.

Panorâmica da entrada da Universidade

Entrada principal do Campus

É possível ver nos murais, anúncios dos estudantes, como este para a integração dos estudantes...

...ou como este, para o fomento de startups...

...ou mesmo como este, fomentando o engajamento.


Sala de aula da Universidad de Habana

Interior de um dos edifícios


Hotel Nacional

O seu dia no Vedado tem que acabar no Hotel Nacional. Para entrar no hotel e ver as fotos históricas é gratuito. Por 5 CUC você pode entrar no jardim que fica na parte de trás do Hotel, com vista para o mar, e tem direito a um drink. A vista é linda e tem um pôr do Sol maravilhoso, e também sempre tem músicos excelentes tocando música cubana. Neste mesmo lugar tem um museu sobre a crise dos mísseis, mas fecha cedo, então chegue no Hotel Nacional até no máximo 16h, se quiser ver o museu.

A crise dos mísseis foi um evento que quase iniciou a Terceira Guerra Mundial, durante a guerra fria, entre os Estados Unidos e a então União Soviética, aliada de Cuba. Os Soviéticos, em resposta aos mísseis americanos instalados na Turquia (próxima à União Soviética), tentaram montar uma base de lançamentos de ogivas nucleares em Cuba, pela proximidade dos EUA. Os americanos descobriram o plano que gerou um atrito sem precedentes entre os dois países. A crise foi televisionada no Mundo inteiro e foi o mais perto que se chegou de uma guerra nuclear em grande escala. Foram 13 dias de tensão mundial e de uma negociação muito difícil, que só foi resolvida quando os EUA concordaram em retirar os mísseis da Turquia, além de declarar que nunca invadiriam a ilha de Cuba, tendo como contrapartida, a retirada dos mísseis soviéticos de Cuba.

Hotel Nacional - Havana - Cuba
Hotel Nacional

Jardim do Hotel, que fica na parte de trás - Hotel Nacional - Vedado - Havana
Jardim do Hotel, que fica na parte de trás

Vista para o Malecón


É possível sentar em mesinhas como essa para ver o pôr do Sol enquanto bebe um drink


Plaza de la Revolución

Uma das praças mais famosas de Cuba e extremamente representativa para o regime socialista. Era nessa enorme praça que aconteciam os enormes discursos de Fidel Castro e é também o Centro Político de Havana.

De um lado estão dois edifícios, um com o rosto de Che Guevara e a sua frase "Hasta la Victoria Siempre" e o outro com o rosto de Camilo Cienfuegos e a sua frase "Vas Bien Fidel".

Do outro lado está o Memorial José Martí, edifício mais alto de Havana. Lá dentro tem um museu em homenagem a José Martí, herói independentista de Cuba e, no alto do edifício, um incrível mirante 360º (mirador), de onde se vê toda a cidade.

Edifício com a imagem de Che Guevara

Edifício com a imagem de Camilo Cienfuegos

Memorial José Martí

Plaza de la Revolución vista do Memorial José Martí - Havana - Cuba
Plaza de la Revolución vista do Memorial José Martí

Vista de outro lado da cidade a partir do Mirador

Havana antiga, imagem do Memorial José Martí


Cristo de Havana

Já do outro lado da Baía de Havana, o passeio pode começar pelo Cristo. É uma grande estátua virada para a Baía de Havana e a Habana Vieja. Logo em frente está também a Cabana de Che, onde hoje funciona um museu sobre a vida de Che Guevara.

Vista para a Baía de Havana e a Habana Vieja

Cristo de Havana

Cabana de Che


Castillo del Morro

Perto da entrada da Baía de Havana está o Castillo del Morro. A Fortaleza foi construída na entrada da Baía de Havana, junto com a Fortaleza de San Carlos de la Cabaña, para proteger Havana da invasão de piratas, que era frequente durante o século XVIII.

Dentro do Castillo del Morro tem alguns museus bem interessantes e sempre com temas diferentes.

O vídeo abaixo mostra um pouco do Cristo, a vista para a Habana Vieja e o Castillo del Morro. Em seguida, algumas fotos do Castillo del Morro.




Farol do Castillo del Morro


Interior do Castillo del Morro

Parte de cima da Fortaleza do Castillo del Morro

Entrada da Baía de Havana

Ajudando a defender a Fortaleza


Fortaleza de San Carlos de la Cabaña

Vizinho ao Castillo del Morro está a Fortaleza de San Carlos de la Cabaña. Esta Fortaleza foi construída na entrada da Baía de Havana para evitar os frequentes ataques de piratas que ocorriam no século XVIII. Após a construção da fortaleza, a cidade era fechada às 21h com uma cerimônia chamada de Cañonazo, que terminava com um tiro forte de canhão, que avisava que a partir desse momento, nenhum barco poderia entrar ou sair de Havana até o dia seguinte. A cerimônia acontece todos os dias desde a sua construção até hoje, e é aberta ao público, mas não há mais a proibição de entrada e saída da cidade.

Lá dentro também tem museus e um ótimo restaurante, o El Bodegón.

Abaixo um vídeo com a cerimônia do Cañonazo, e em seguida fotos do local.



Fortaleza de San Carlos de la Cabaña
Dentro da Fortaleza

Num dos museus estavam expostas armas medievais e até mais antigas

À espera da cerimônia do Cañonazo (veja o vídeo completo)



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2 comentários:

  1. Reparem na segunda música do 1o vídeo do post: tá rolando um pedal de wah wah no violão! Esse cara tocava o violão como se fosse guitarra, incluindo altos solos. Agora fiquei na dúvida se era uma opção dele ou se isso reflete a dificuldade que cubanos tem para comprar coisas como uma guitarra.

    Enquanto a música é uma grande experiência em Cuba, um problema são os museus. Muito texto e algumas coisas suspeitas. Veja a catapulta da foto. Ela faz parte de um museu de armas, que inclusive começa com um estranho escudo neolítico. Nada no museu fala que essas armas são réplicas (embora nada afirme que são originais). Ou seja, a exposição induz ao público desavisado a acreditar que as réplicas são originais.

    Ah, uma experiência muito legal foi ter ido ao cinema durante o Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano. O Festival é espalhado por vários cinemas da cidade. Não conseguimos ver o filme cubano que queríamos, pois a máquina de projeção quebrou, mas fomos à outro cinema e foi bem legal ver um filme em uma sala enorme com cerca de 900 lugares e estando quase cheia! E o preço? 2 CUPs, ou seja, aproximadamente R$0,25!!!

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