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domingo, 1 de abril de 2018

Inhotim - Minas Gerais

Inhotim é o maior museu a céu aberto do mundo. Lá tem várias galerias e galpões com diversos tipos de exposições de arte contemporânea, além de jardins e uma botânica muito rica.

O lugar é gigante e tem 3 percursos, um laranja, um lilás e um amarelo. O ideal mesmo é ir 3 dias e cada dia fazer um dos percursos, para ver tudo com calma, se hospedando em Brumadinho. Se você tiver só um dia, por exemplo, existem algumas opções de excursões diárias saindo de Belo Horizonte, mas você vai ter que escolher o que visitar e passar bem rápido em cada exposição.

O nome Inhotim vem da forma como chamavam o antigo dono da fazenda, o inglês, Tim: Nhô Tim (senhor Tim em mineirês). A entrada custa 44 reais. Para poder pegar carona nos carrinhos de golfe que ficam passando toda hora, paga-se mais 30 reais. Se você tiver os três dias disponíveis e disposição, não vale a pena, é melhor ir andando, mas se você precisar ganhar tempo ou não aguentar grandes caminhadas, pode ser necessário.

Para entrar, é preciso mostrar que está vacinado contra a febre amarela (pode ser uma foto do cartão de vacinação no celular). Sem isso, você não poderá entrar.

Esse é o lago que fica no percurso Laranja


Como chegar

Nós fomos para Inhotim através da empresa Mortimer. O dono da empresa se chama Rodrigo e ele mesmo nos levou lá. Ele é bastante atencioso e explica uma série de curiosidades sobre Inhotim e também sobre Minas Gerais. Quem desejar chegar lá por essa empresa pode contactá-lo diretamente pelo telefone/whatsapp (31) 9 9953-3169.

Outras opções são pegar o ônibus da empresa Saritur na Rodoviária (apenas um ônibus por dia para ir e outro para voltar) ou pela empresa Belvitur.



Onde ficar

Se você quiser explorar bem Inhotim, o ideal é dormir em Brumadinho e visitar o instituto em 2 ou 3 dias. Se o tempo for curto, você pode aproveitar a visita a Belo Horizonte e tirar um dia para fazer uma excursão bate e volta a Inhotim.

Clique aqui para ver hotéis em Brumadinho



Onde comer

Antes de começar a sua visita, de manhã bem cedo, logo após a recepção, você pode fazer um lanche no Café das Flores, que tem um pão de queijo gourmet maravilhoso, entre outras coisas.

Inhotim tem mais alguns cafés e lanchonetes espalhados pelos percursos, para fazer um lanche quando bater aquele cansaço.

Os dois principais restaurantes de lá são o Tamboril e o Oiticica.

Não fui no Oiticica, mas é o restaurante mais barato, com comida a quilo.

O Tamboril é um restaurante de culinária internacional, integrado aos jardins do lugar, que tem pratos a la carte ou buffet livre.

Restaurante Tamboril


Explorando Inhotim

Inhotim fica numa fazenda gigantesca, por isso a necessidade de fazer em mais de um dia. Assim que você passa pela recepção você recebe um mapa que mostra os três percursos disponíveis, com as galerias, jardins etc. Eles também vão perguntar se você deseja ter acesso aos carrinhos de golfe. Tem duas opções: um carrinho exclusivo e dedicado ao seu grupo, que sai super caro, e outra opção, também um pouco caro, que é paga por pessoa. Nessa segunda opção existem os pontos disponíveis que você pode pegar os carrinhos, que passam toda hora, como se fosse um ponto de ônibus. A primeira opção eu não recomendo de jeito nenhum, não vale o preço. A segunda eu recomendo somente se você for visitar Inhotim em apenas um dia (para ganhar tempo), ou se tiver dificuldade de mobilidade. Caso você passe mais de um dia e não tenha problemas em andar, não é necessário pagar pelo carrinho, faça tudo a pé, e contemple as galerias e paisagens com calma.

As galerias, de todos os tipos, ficam em diversas construções espalhadas por Inhotim. Além da beleza das construções, você vai encontrar exposições variadas dentro delas.

O vídeo a seguir mostra um pouco de duas obras:

Opera Forty Part Motet: A obra de Janet Cardiff é um salão com 40 alto-falantes, onde, cada um tem gravada a voz de um integrante do coral da Catedral de Salisbury. Eles cantam uma música composta para o aniversário da Rainha Elizabeth 1ª, em 1575, tida como uma das mais complexas obras para coral já feitas. Muito interessante ver as variações de timbre de cada cantor.

Som da Terra: Obra de Doug Autkins muito legal. Um microfone que está a cerca de 200 m de profundidade capta os sons de dentro da Terra. Note que o vidro das paredes é diferente. Você só consegue ver o que está exatamente à sua frente, o resto fica embaçado. Aumente o volume na segunda parte para ouvir o Som da Terra.



E algumas fotos, com os nomes das obras, autor e explicações, quando for o caso:

Primeiros passos em Inhotim

Espécie de Piscina em frente à Galeria Adriana Varejão

Galeria Cosmococa

Elevazione, de Giuseppe Penone. A obra parte da modelagem e conseguinte fundição em bronze de uma castanheira centenária, à qual outras partes de árvores foram soldadas. A grande árvore de metal está presa ao chão por pés de aço e, plantadas ao seu lado, estão cinco outras árvores que, ao longo dos anos, irão crescer e se aproximar da escultura, como se a sustentassem e criassem um espaço arquitetônico para abrigá-la

Beehive bunker, de Chris Burden. É uma escultura que simula uma estrutura bélica de defesa, construída de maneira gradativa e sem o auxílio de máquinas. O local escolhido para a instalação da obra, um dos pontos mais altos de Inhotim, faz com que sua posição se assemelhe à de um posto de vigilância.

Ahora juguemos a desaparecer, de Carlos Garaicoa. A obra foi feita pensando especificamente na cidade de Havana como palco de guerra, numa mecânica agonizante entre destruição e reconstrução. O monumento aparece entregue a um destino trágico, formando uma cidade feita de partes de tantas cidades no mundo e onde edifícios anônimos dividem o espaço com outros icônicos.

Jardim Desértico


Galeria Psicoativa Tunga

Viewing Machine, de Olafur Eliasson. Esta obra baseia-se nos princípios de funcionamento do caleidoscópio, gerando um efeito obtido pelo reflexo da luz em seis espelhos que formam um tubo hexagonal. Na etimologia da palavra caleidoscópio, estão as palavras gregas kalos (belo), eidos (forma) e scopos (observador) - "observador de belas formas", algo que o artista reinterpreta no título da obra: "máquina de ver".

Dentro do Caleidsocópio


Lago do percurso laranja

Rodoviária de Brumadinho, de John Ahearn. Os murais escultóricos de John Ahearn são muito mais do que simples esculturas realistas: são desafios à própria natureza da representação, de quem representa quem. Eles resultam de um longo processo de imersão do artista e de seu parceiro freqüente, Rigoberto Torres, em uma comunidade, com o objetivo de conhecer as pessoas, seu caráter, valores e vitalidade, para então retratá-las com sensibilidade

Troca-Troca, de Jarbas Lopes. É uma obra composta por três fuscas coloridos, com latarias permutadas entre si. Um sistema de som interliga os três carros.





Não é necessário caminhar muitos metros dentro do Inhotim para dar de cara com uma das maiores e mais belas árvores do parque: o Tamboril. Ponto de encontro popular entre os visitantes, a espécie está localizada na área central do Instituto, convidando quem passa por perto a tirar uma foto, descansar sob a sua sombra ou mesmo admirá-la por alguns minutos.

Neste pavimento da galeria Miguel Rio Branco estão reunidas 34 imagens de um de seus mais importantes e seminais trabalhos: as fotografias realizadas no bairro do Maciel, no Pelourinho, em Salvador. Miguel Rio Branco descobriu o Pelourinho em 1979, quando interessou-se por retratar a prostituição no local e seus personagens, suas histórias de violência. Antigo centro social de Salvador, a região atravessou um severo processo de decadência nos anos 1970, levando à ocupação informal de seus prédios e à degradação das construções antigas. Naquele ano, o artista fez sucessivas visitas ao local e estabeleceu uma relação com seus personagens que, para se deixarem fotografar, recebiam em troca seus retratos montados em monóculos: um código de permuta que remonta às origens da fotografia.


Aí está o Sonic Pavilion, exibido em vídeo aqui neste post.

Narcissus garden, de Yayoi Kusama Nagano. É uma nova versão da escultura-chave de Yayoi Kusama originalmente apresentada em 1966 para uma participação extra-oficial da artista na 33a Bienal de Veneza. Naquela ocasião, Kusama instalou, clandestinamente, sobre um gramado em meio aos pavilhões, 1.500 bolas espelhadas que eram vendidas aos passantes por US$ 2 cada.

Mais uma foto do lindo lago


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